Verônica detonou no Aquathlon, fomos bem representados com seu 8 lugar na categoria, gente da melhor qualidade.
Dia 3: Já tínhamos que entregar a bike para a prova de Sprint. Quando fomos calibrar o pneu, quebrou o pito...sem estresse! Fomos na loja e trocamos a câmara de ar com um novo prolongador. Entregamos as bikes na transição e fomos cair na água só para sentir a temperatura...ui!! Nadamos uns 10 minutos, muito fria, rosto e pés foram os que mais sofreram. Saímos morrendo de rir por que nem falar a gente conseguia direito, quanto mais sentir os pés!!! Voltamos para casa, jantamos, rezamos por que no outro dia era dia de fazer força.
Tava frio nada...coragem de mamar em peito de onça grávida...kkkkk
Dia 4: Chegou o dia! Primeira prova do mundial que estava inscrita. De começo já foi uma susto: Paula tinha deixado o chip em casa, problema contornado ao pegar outro. Chegamos na transição e para minha surpresa, o pneu estava baixo, no chão. Calibrei o pneu, mas não me senti segura com a troca que fiz no dia anterior. Saí para nadar, muito fria a água, saí sem sentir os pés, parecia que andava de perna de pau. Peguei a magrela e fui. Nem lembrei de checar o pneu, quando foi na primeira curva, cai! Levantei e quando vi o pneu estava no chão, ainda tentei encher, mas não valia a pena continuar, pois a prova era muito curta e perderia muito tempo para trocar, decidi desisti. Fui acompanhar a prova de Paula. Fiquei muito feliz por ela ter feito a sua prova tranquila e focada. Não tinha o que fazer, agora era ajeitar a bike para domingo. Saímos para almoçar e eu aproveitei para fazer umas comprinhas para melhorar o astral....kkkkk. Voltamos para casa pedalando na maior chuva.

Magrela na transição, pronta para o ataque.
Dia 5: Hoje tirei a paciência de Paula, fomos fazer compras e passar por uns pontos turísticos. Mas antes fomos tomar um café da manhã típico com Athira, amiga de Paula, uma pessoa maravilhosa. Deixei as duas conversando e fui me entreter comprando.
Olha a alegria dela indo me levar às compras...amei a Oxford Street amiga! Obrigada pelo esforço...kkkk
Café da manhã reforçado com Paula e Athira
Amei os modelos que vi. Corri com o meu e amei!
Foto clássica!
Onibus rosa...minha cara!
Turistando por Londres...
Dia 6: Acordamos e a temperatura estava a mais baixa possível. Eu nunca senti tanto medo de uma competição como estava para essa, não dormi bem a noite, mas Paula foi me tranquilizando...Saímos muito cedo por que a transição fechava às 6:30h, depois fomos para o hotel de Andrea que nos acolheu até próximo da nossa largada. Eu não sabia o que estava pior: o frio ou o nervosismo!! Graças a Deus diminuíram a metragem da água para 750m. E mais uma vez ouvi sua voz momentos antes de cair na água: "Cada dia é um, cada prova é uma, faça seu melhor". E fomos nós... Água fria pra torar, meu pescoço doía pela queda na sexta (cai de cabeça no chão), braço sem conseguir alongar pelas escoriações, mas nadei e terminei, esse era meu objetivo. Peguei a bike (chequei o pneu antes), tudo certo, vamos em frente! Meu guidom cedeu no percurso, mas para quem já fez uma prova com o clip solto, era moleza. O difícil foi o vento lateral e o frio. Pés? Onde vocês estavam? Em alguns momentos chorei na bike, emocionada por que estava vencendo o medo, estava me superando, não importava o tempo que faria, mas só o fato de estar ali, em outro país, com um clima totalmente diferente do meu, competindo com as melhores do mundo, era um sonho de poucos. Tudo passava na cabeça...treinos, dedicação, família, cansaço, amizades, renúncias...e as lágrimas rolavam...e eu pedalava. Paula gritava: "Vai Karla!". E eu só pensava na corrida. Quando entreguei a bike, fiz uma transição lenta, os pés estavam muito congelados. Mas quando comecei a correr não parei. Tinha muita gente forte, do mundo todo, mas eu me senti a mais forte, pois eu sei o mostro do medo que tive que passar por cima. A vitória foi minha, foi pessoal, foi superar a mim mesma. Tempo?? E eu me importo com isso! Eu consegui nadar numa "banheira de gelo", pedalar com vento querendo me derrubar e correr os primeiros 5km sem saber que tinha pés, quer vitória maior do que essa?? Parabéns para nós todos, guerreiros, que faz do esporte um estilo de vida. Que a cada prova aprende mais sobre si mesmo, que entende a palavra SUPERAR como um degrau que se sobe na sua evolução, que não permite que nada nem ninguém diminua seu feito, por que só você sabe o que passou para cruzar a linha de chegada, seja em 1h, 2h, 3h......o que importa é que estou pronta para meu próximo desafio: Longa distância de João Pessoa!

Na transição, arrumando tudo para logo mais.
Saindo da água
Pedal
Corrida
Chegada com Robertinho: nos ajudamos na reta final!
Missão cumprida, medalha merecida!
Representando meu país!
Sai correndo para encontrar Paula, pois tínhamos marcado para nos encontrar no final da prova. Quando a vi, não aguentei, abracei ela e chorei, chorei feito criança, chorei pelo medo, chorei pela felicidade de ter conseguido, chorei por tudo que passava na minha cabeça para desisti de competir aquela prova. Ela me olhou e disse: "Você conseguiu! Parabéns! Sabe quem é a maior vencedora dessa prova? VOCÊ". Fiquei sem palavras! Ela fez um provão, sempre que me via me dava energia para continuar, cada vez que cruzava com ela sentia só coisas boas e foquei nisso a prova toda. Nós duas ficamos em sintonia toda a prova e conseguimos.
Fotos tiradas por Laura, eu não quis morder, queria engolir mesmo a medalha....kkkkk
Paula, essa viagem representou muito para mim, pude conhecer um pouco mais de você e aprender um pouco com sua experiência de vida, se eu já te admirava, passei a admira-la ainda mais. Só tenho a te agradecer por tudo, por carregar a mala com toda a malabike e a malinhas....kkkk, mas por compartilhar comigo um pouco da sua vida fora do Triathlon. Tenha certeza que em mim terá uma amiga para a vida toda.
Momentos antes da prova
No pub comemorando nossa prova: Eu Ana e Paula
Tenho tanto a agradecer: Deus, que jamais deixa de me ouvir nas provas, minha família (Eduardo, Malu, Mateus e Carol) que ficaram 7 dias sem mamãe-bombril, minha mãe maravilhosa que rezou tanto para que tudo desse certo, minha irmã Erika que se vira nos 30 quando eu preciso, Maga sempre na torcida. Meu personal, Jefter, que me recebeu de braços abertos, mesmo sabendo do desafio de treinar uma triatleta, mas se dispôs a me fazer evoluir no tempo que tínhamos. Meu treinador Eduardo Braz, que de longe me incentiva quando acho que não aguento mais, ele manda umas palavras de estímulo, me fazendo acreditar que posso. Agradeço as mensagens lindas de recebi de amigos e familiares me dando força, mandando energias positivas, a cada um mando meu muito obrigada, vocês fazem parte da minha vida e são peças importantes para que tudo se encaixe. Obrigada de coração. Karla
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